quarta-feira, 16 de março de 2011

Visita ao Aterro Sanitário - BH

Segundo a definição clássica, Saneamento Ambiental é definido como “o conjunto de medidas que visam preservar/modificar positivamente as condições do meio ambiente, a fim de prevenir doenças e promover a saúde”.

      Qualquer Aterro Sanitário está profundamente ligado ao meio ambiente e à saúde da fauna e flora e não apenas à do ser humano.
      São fatores considerados na avaliação da área de sua implantação: vida útil (10 anos a princípio e de acordo com as possibilidades do terreno e tecnologias usadas), distância do centro da cidade (nem muito grande devido ao custo de transporte nem muito perto por conta da poluição); densidade e crescimento populacional; distância de nascentes, rios e aeroportos por conta da aproximação de aves na área de vôo.
       Já desativado, o aterro visitado encontra-se em fase de monitoramento e é composto de: Central de Tratamento de Resíduos Sólidos (CTRS), pátio para a compostagem, Unidade de Educação Ambiental, Área de Recuperação Ambiental com canteiro de mudas, Departamento de Transportes, Unidade de Reciclagem de Entulhos, Unidade de Recebimento de Pneus e Estação de Geração de Energia Sustentável.

Unidade de Reciclagem de Entulhos da CONSTRUÇÃO CIVIL

Unidade de Reciclagem de Entulhos da CONSTRUÇÃO CIVIL (esteiras com peneiras para 05 tipos de granulometrias de brita)


Unidade de Reciclagem de Entulhos da CONSTRUÇÃO CIVIL (resultado final da reciclagem)
          Além desses componentes, é necessário atentar para outras condicionantes da segurança ambiental e do funcionamento correto como por exemplo: arredores de árvores; revestimento impermeável; dutos de ventilação e coleta de gás; cobertura do solo (manta PEAD, camada de argila); sondas para medição de recalques; controle de escoamento pluvial; drenagem, coleta (e tratamento) do chorume e controle de acesso de pessoal.
       São realizados basicamente três grupos de controles:
Monitoramento Ambiental: verificação da qualidade da água, pressão sonora e do ar; medição trimestral de gases como o metano, oxigênio, nitrogênio, gás carbônico e gás sulfídico; monitoramento climatológico e de chorume (medição dos níveis de cromo e mercúrio).
Monitoramento Geotécnico: medição dos recalques, movimentações internas e inclinação das rampas; permeabilidade de solo; controle dos diques.
Monitoramento Operacional: avaliação da vazão de líquidos percolados; inclinação do terreno; densidade dos resíduos aterrados.

Galpão de Seleção e Transporte

Departamento de Transportes
      A visita nos presenteou com uma outra visão de nossa produção de lixo. Temos consciência de que o aterro, além de dar destinação final adequada ao lixo, recicla, por exemplo, os resíduos da construção civil que retornam ao uso após processados no aterro; encaminha pneus até postos de reciclagem; mantém uma produção em pequena escala de adubo usado no próprio local em um canteiro de mudas e até mesmo gera energia através do gás metano e assim por diante.

     Enfim, tem uma importância imensa, mas não consegue trabalhar sozinho, a população colega de trabalho mais fundamental neste processo deve fazer a sua parte no início do sistema para que o processo final tenha o resultado esperado, que é a diminuição do volume de lixo aterrado e o aumento do volume de lixo reciclado, reutilizado e repensado.
Referências: Notas de aula e notas da palestra ministrada na visita técnica.
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